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3.2.13


Tenho me bastado
E por isso
Tenho desencorajado, esse prosseguir
Tenho me encontrado
Distante, em mim
Reencontro tão celebrado
Por isso esse luzir nos olhos, esse feliz
Ar de viajante
Que sabe como ir
Mas não onde chegar
Tenho me amado
E de amor me bastado
Quero conseguir
Iluminar o céu, a noite, a ti
Mesmo que o caminho seja só
Não acovardar
pois a vida aí está
sob o sol
A me continuar...

"A minha vida me basta,
mas com você tem mais graça"

12.1.13





Eram azuis de céu amor
As luzes que se formavam
Conforme o astro se conduzia
Ao seu nascer
Um céu de estrelas
Que sumiam
E cores, cores...
O teu olhar cintilava
a luz se aproximava
E eu via o infinito
E sentia nos teus braços
O amor do universo
Numa eternidade
Pincelada sob um céu bordado
Com cores e sonhos
Refletidos nos teus olhos
Que brilhavam
No meu coração

1.1.13


pois que tudo é
um eterno
recomeço

18.12.12


É desprezo, muito desprezo o que tenho para com estas capas visuais que existem e que se dão ao trabalho de chamarem por gente. Desprezo pela insuficiente e escassa tentativa de tornarem-se algo de grande valia ou mesmo de mera valia para com meu olhar humano. Que terror!
Que terror me habita ao pensar que podem ser muitos os que assim existem no globo.. e era por isso que se dava minha fuga das multidões, das presenças vazias.. das ruas.. da vida que vai lá fora e não me toca..
Mas com essas tais, sinto ser bem pior
Sinto um embrulho no estomago, uma cênica arte que tal interpreta, de tamanha forma, de total desgaste
que insiste em tocar onde não se deve, de tentar chegar onde não se chega
Sendo capa, não possui alma
Sendo arte, cênica parte do grande circo humano
és doença, falsa vida,
e eu apenas, desprezo.

14.12.12


Não é preciso o toque
quando os olhos
ja se conhecem
mesmo que em segundo
uma primeira vez
ou mais
Não é preciso 

26.11.12

À desesperada morte


A doce e desvirtuosa moça que se aproxima à minha solidão é deselegante deveras,
 falante deveras, não  percebe sua incoveniência, sua chata persistência,
de me fazer companhia
de me gelar a alma, enegrecer o dia
e me deixar sob seus efeitos
tirar me a calma e a alegria...

Não tenho preça guria!
Hoje não, quem sabe um dia..
mas hoje, Não.



É um imenso lago  o lugar que me escondo
É num silêncio  a música da qual mergulho
É uma dança, a vida o meu dançar
É um adeus contínuo, uma fome aguda
É um choro soluçado, um suspiro de alívio
Tantos esconderijos e nenhum lar
Um infinito lugar, o nosso mundo
único
particular

Não se pode desaparecer sem voltar
Não se pode dançar sozinho, desviar
O coração pra o que é realmente vivo
O que brilha os olhos, o que toca
Senão a vida, o sonho, o sorriso
se embassam na fuligem dos dias
nas mentiras dos dias

Tantas cores vejo
da minha janela, o crepuscular
meu coração, meu lugar
nunca esquecer de voltar
ao agora, que penetra
e me chama à esse árduo caminhar
grande escola do amar-vida.

21.11.12















Eu não desisto fácil.
É preciso muita dureza pra que isso aconteça,
desisto do que não é real, que não cabe ao meu pensar,
que não cabe ao meu olhar mais sincero.
Desisto ao que caleja o coração
e mesmo assim
eu não desisto, se for preciso, por algo maior...
desfaleço
tropeço
 perco a vista do caminho, volto
faço outro rumo
tomo outra vereda
mas não desisto
continuo...

Mas hoje o céu pareceu mudar de cor
...
se há de mudar os rumos que eu seguia em cega fé
 sejam também por maiores motivos
que não hoje serão esclarecidos
O passado [pretérito imperfeito]
os laços firmes desfeitos, o inconcebível.
Inclino meus ouvidos à canção que o vento me vem celebrar
e assim me diz, num sussurro amigo:
que por aqui é mais seguro
e que o amanha me aguarda
uma surpresa incontável

"se acalme , doce coração
não haverá mais dor, nem lamentação
se manteres o espírito alvo
e essa fé inabalável."



enquanto isso..

..eu vou borboletando
e procurando
a grande virtude dos que ainda
resistem
e  guardam  no peito
sem exitar
sem se deixar
levar
pelos olhos rasos
pelos corpos fracos
que presumem
possuir



20.11.12


até ser
formar

em suma
numa
onda
mar

4.11.12

acordo com  o nó na garganta
o nó de costume
depois do mesmo sonho que ando a perseguir
Tantos sentimentos e emoções pulsando inda
que demoro segundos a me recuperar
O sonho tem a carga pesada, de ser sonho
mas um alívio tranquilo do despertar
O nó de costume
é das coisas que não sei, não vi, não sei se vi
o que pode ser real do sonho que nos leva todas as noites?
O que se pode captar?
Uma mente que os constrói como mosaicos
num filme dadaísta com luzes e amores
Um dilema saber
Bom é sentir
Sonhar é bom
Amar
melhor ainda

24.10.12

 sutil
sutiã azul
vejo verde
verdes formas sobre o tecido
tecido de corpo
tecido em corpo
verde forma nu

 flores saúdam a noite clara

da janela semi aberta
 rendastendas que dançam
pela brisa da chuva que passou
com o ar que vem do amanhã

a leve brisa me leva
                          consigo




8.9.12

corujinha sabida
de saida
me pica o coração

olhinhos quietos
segundos espertos

asas abertas
abertas almas


corujinha sabida
queria a tua vigia
e o céu n'alma

27.6.12

respiração
pulsação
coração

21.6.12

RAS

Sentir-se em estado de necessidade
todo instante
O ser que necessita de alma
A que possui, a que espelha a sua
Em linhas sinuosas, primas
Sentir-se em palpitação
todo instante
Quando é de chegada ou partida
quando é sempre
mesmo que não lembre
Sentir-se sob outra carne
Sentir-se sob outros olhos
Ver, através de mais olhos
o seu mundo-universo
Ter, sob a alma dois corpos
Um só espírito em Amor

14.6.12

sempressa
sempre essa
sempre essa pressa

 sem essa pressa
sempressa
semressa
semessa
Esta que diz, fala
Essa que diz, muda
Essa que diz, seca
Esta que diz, boca
É essa que diz, água
Esta que diz, molha
Aquela que diz folha
Não é a desta
que esta
é, feliz
quando diz eita!

Existe os picos de insiração

No momento Agora, está havendo uma movimentação energética do qual eu Párcitipo ainda em forma anuviada em seu movimento centrífugo. Sim. Não é simples.
É vida! movimento esse que ordena em descontinua os passos e pares dias. Pares vidas que nos cruzam a rua, duplas, triplas, quintetos vidas que caminham pela rua. A grande obra da Grande Mãe. Pai e constelações unidas. Únicas. Esvaídas, correntes, cabeças, pernas, braços, num movimento global de matéria e espírito.
Devo dizer a você que lê que não ousarei decifrar-me em simples palavras o pensamento que envolta-se nesta profunda dissertação.
Há Sentido, Há Virtude!
Apenas BUSQUE!





espaços
multiplos espasmos
pasmos
orgasmos
desprezos.

4.6.12

Boca seca

E hoje eu termino de enterrar a imagem angelical, delicadamente construída sob a idéia de amor.
E hoje Eu cuspo, grito, soco esse arco iluminado que veio lhe retendo sob minha vista, meu sub consciente, meus passos poucos pela cidade. Essa sua imagem.
Apago com borracha, onde as marcas me rasgam a sã consciência de uma duvida nunca resolvida, uma palavra jamais saída, da boca fria e fina que me flagela- nesse silêncio febril
Nessa saudade que dura! afinca! mastiga!

Eu digo até breve,
Amor.