31.8.11

soul One


... Should of never taken the time
'Cause I found myself living a lonely lie
You said, you left to find yourself
But I never, no I never got the chance to say good-bye

She was my soul one I though she was.......


Blind Melon

30.8.11

29.8.11

falácia

é meu bem
só sabendo do coração seus mistérios
quem tem

gracinha (:

28.8.11

Ei, você mesmo


não que se importe
não que se lembre
não que seja, o que jamais seremos novamente...

presta atenção

é só saudade
que bate
é só

não que a sinta
não que a tenha
não que me guarde, ainda
ainda
o tenho, em mim
não que eu queira
não que eu me lembre, 
 de esquecer

não existem mais palavras
ditas 
não há desejo
nem os perdidos, mudos
não há voz
não há
nada, o nada que ligou e manteve

há de haver
a lembrança
ténue, simples
que retome em saudade novamente
e me liberte
desse amargo sabor
de uma morte
um aborto

foi bonitinho



e no fim agente leva nos olhos
e guarda a delicadeza
do que já foi amor ..., .

Sometimes

Smittens me with hope

Possibly maybe

As much as I definitely enjoy solitude
I wouldn't mind perhaps
Spending little time with you
Sometimes
...

bjork

It's the scene

26.8.11

Quintana M.

Voa um par de andorinhas, Fazendo verão. E vem uma vontade de rasgar velhas cartas, velhos poemas, velhas contas recebidas. Vontade de mudar de camisa, por fora e por dentro… Vontade… para que esse pudor de certas palavras? Vontade de amar, simplesmente.

Por que escrever?

Só o artista sabe que o mundo é uma criação subjetiva, que é preciso escolher, selecionar. A obra é a concretização, a encarnação do seu mundo interior. Ele espera impor sua visão pessoal, partilhá-la com os outros. Se não atinge esta última finalidade, o verdadeiro artista persiste assim mesmo. Os poucos momentos de comunhão com o mundo valem esse sofrimento, pois finalmente esse mundo foi criado para os outros como um legado, como um dom destinado a eles.
Também escrevemos para aprofundar o nosso conhecimento de vida. Para atrair, encantar e consolar. Escrevemos para acalentar nossos amantes. Para degustar em dobro a vida: no momento preciso e retrospectivamente, na sua lembrança. Escrevemos, como Proust, para tornar as coisas eternas e para nos convencermos de que elas o são. Para podermos transcender nossa vida e alcançarmos o que existe além dela. Escrevemos para aprender a falar com os outros, para testemunhar nossa viagem ao labirinto. Para abrir, expandir nosso mundo quando nos sentimos sufocados, oprimidos ou abandonados. Escrevemos como os pássaros cantam, como os primitivos dançam seus rituais. Se você não respira quando escreve, não grita, não canta, então não escreva porque sua literatura será inútil. Quando não escrevo, meu universo se reduz; sinto-me numa prisão. Perco minha chama, minhas cores. Escrever deve ser uma necessidade, como o mar precisa das tempestades – é a isto que eu chamo de respirar.


Anais Nin

thuthuru

muito leve pousa

dormirei

sem o pesar de outras noites de insônia
sem o amargo sabor do 'estar'
e ser, só
como antes, era
sem dores, sem motivos
para a felicidade se hospedar

dormirei, em paz
depois de tanto
sabendo onde o peito
repousar...

24.8.11

...e guardarei

23.8.11

-Olhos de Portinari...
- Ordinários?
-Melancólicos...

hei de encontrar uma forma à explanar como vejo, o que me vês.

por favor senhor

meu coração, encharcado
tem sob os olhos, nova perspectiva
cante mais alto!
quem sabe, ele não o ouvirá
seja apenas, paciente, pois
há chagas...

nada que não se cure em mesma dose
outra essência
nova
ânsia
de verdade

como lhe disse:
'...requer certa habilidade...'
saberá como proceder

estou aqui
como você
senhor arlequino...

:3

hei de me lembrar do frio, roçando a espinha, tomando conta

você
numa ânsia em fugir
que dita-nos um futuro, desejado
juntos, quem sabe?

agradeço-lhe o calor
o cuidado

olhos Portinarianos 
mal vistos
mal compreendidos

sem tua presença, como seria?
à lamentar-me um renascimento, um final?
à consolar-me em memórias vagas, vãs?
à relembrar-me fantasmas e vozes?
deixemo-nos no passado
o teu, o meu
temos o presente

(riso longo, que toma o peito, em silêncio
silêncio)


o silêncio

e me olha, quente
pequeno arlequim, que me toca 
o vejo, nu
quente
e me tens toda
perto

onde não havia
vida
há tempos



22.8.11

ei

olhe pra cima
ria para o ar
você já nasceu chorando
pra que continuar?

alice guerra

is true?


Nada consigo fazer
Quando a saudade aperta
Foge-me a inspiração
Sinto a alma deserta
Um vazio se faz em meu peito
E de fato eu sinto
Em meu peito um vazio
Me faltando as tuas carícias
As noites são longas
E eu sinto mais frio.
Procuro afogar no álcool
A tua lembrança
Mas noto que é ridícula
A minha vingança
Vou seguir os conselhos
De amigos
E garanto que não beberei
Nunca mais
E com o tempo
Essa imensa saudade que sinto
Se esvai


peito vazio - Cartola (: 

(tão bonito a dor 
vista de fora
cantada aos assobios
em risos)


21.8.11

BASTA.

late for that we call of love

20.8.11

o nós engoliu-me

e vomita-me para fora do mundo
maldito mundo!
não lhe pertenço, nunca o pertenci
acreditava estar no nosso nós, enquanto via
a sua silhueta sob meus olhos fechados.
Do que sei agora? o que sabia?
um sem rosto, como disseste
qual importância de ver e estar, determinados tempos de sintonia
o nós afogou-me
e tem me feito escrava, iludida
podre sentido que guiava o salto
a queda não é bruta

Poderia eu saber dos malefícios?
tão humana como tu
por qual caminho queres seguir com tua verdade?
diga-me

tenho andado, serenamente com teu nome nos olhos
e a boca seca, infértil.
A que se dirige um sentimento não mais desejado? onde o deposito?
Tantos a lamentar tamanho descuido, tantos o suplicam
tenho-o no peito, tatuado em pele e seda, o teu nome
O que queres mais que minha voz proclame? senão que o amo, e desejo e espero e amo e desejo...

como um mantra diabólico, vislumbro em sonho as tuas asas
Tenho em mim,
o seu sorriso mais lindo, ímpar

quero exilar-lhe, sentimento desordenado
que me flagela, amargura
e subtrai  sob sua existência, a minha

.



Acrilic on canvas

É saudade, então
E mais uma vez
De você fiz o desenho mais perfeito que se fez
Os traços copiei do que não aconteceu
As cores que escolhi entre as tintas que inventei
Misturei com a promessa que nós dois nunca fizemos
De um dia sermos três
Trabalhei você em luz e sombra
E era sempre, Não foi por mal
Eu juro que nunca quis deixar você tão triste
Sempre as mesmas desculpas
E desculpas nem sempre são sinceras
Quase nunca são
Preparei a minha tela
Com pedaços de lençóis que não chegamos a sujar
A armação fiz com madeira
Da janela do seu quarto
Do portão da sua casa
Fiz paleta e cavalete
E com lágrimas que não brincaram com você
Destilei óleo de linhaça
Da sua cama arranquei pedaços
Que talhei em estiletes de tamanhos diferentes
E fiz, então, pincéis com seus cabelos
Fiz carvão do baton que roubei de você
E com ele marquei dois pontos de fuga
E rabisquei meu horizonte
E era sempre, Não foi por mal
Eu juro que não foi por mal
Eu não queria machucar você
Prometo que isso nunca vai acontecer mais uma vez
E era sempre, sempre o mesmo novamente
A mesma traição
Às vezes é difícil esquecer:
"Sinto muito, ela não mora mais aqui"
Mas então, por que eu finjo
Que acredito no que invento?
Nada disso aconteceu assim
Não foi desse jeito
Ninguém sofreu
É só você que me provoca essa saudade vazia
Tentando pintar essas flores com o nome
De "amor-perfeito"
E "não-te-esqueças-de-mim"


legião.


Assim, o principezinho, apesar da sinceridade do seu amor, logo começara a duvidar dela. Levara a sério palavras sem importância, e isto o fez sentir-se muito infeliz.
“Não devia tê-la escutado”, confessou-me um dia, “não se deve nunca escutar as flores. Basta admirá-las, sentir seu aroma. A minha perfumava todo o meu planeta, mas eu não sabia como desfrutá-la. Aquela história das garras, que tanto me irritara, devia ter-me enternecido...”
Confessou-me ainda:
“não soube compreender coisa alguma! Deveria tê-la julgado por seus atos, não pelas palavras. Ela exalava perfume e me alegrava... Não podia jamais tê-la abandonado. Devia ter percebido sua ternura por trás daquelas tolas mentiras. As flores são tão contraditórias! Mas eu era jovem demais para saber amá-la”


O pequeno príncipe

19.8.11

'Onde mora o teu sorriso
Durmo eu no assoalho'


lemoskine

17.8.11

...

Whenever you see me you say that you want me back
And I tell you it don't mean jack, no it don't mean jack
I couldn't stop laughing, no I just couldn´t help myself
See you messed up my mental health I was quite unwell

...
 
i go ahead and smile

my talking bird...


though you know so few words.
you're on infinite repeat.
like your brain can't keep up with your beak.

your kept in an open cage so your free to leave or stay.
sometimes you get confused.
there's a hint that I'm trying to give you.

the longer you think the less you know what to do.

it's hard to see your way out when you live in a house in a house.
you don't realize that the windows were open the whole time.

oh, my talking bird.
though your feathers are tattered and furled.
i'll love you all your days
'till your breathe leaves your delicate frame.

it's all here for you as long as you choose to stay...
it's all here for you as long as you don't fly away.


now, always and forever ;)

13.8.11

moments

Come on love
Let's forget about all the things that we've done wrong
Just remember all of the things that we've done right
I'm in no mood to argue and I'm in no mood to fight
So let the tears pass you by
Don't you cry, don't you cry, don't you cry
And I ain't gonna let this big world get me down
I gotta learn to keep a hold of my head and keep my feet on the ground
Moments of ecstatic happiness
And the moments of stress that we had better forget
But love, I gotta feeling that I've said it all before
I said it before
I say I'll never do you wrong but then I go and do the same again
I don't know why, don't know why
Don't know why, don't know why, don't know why
We gotta learn to share these moments in our lives
And never let it get us down, we gotta put up a fight
Moments to remember all our lives
From the first brief hello to the last good-bye

the kinks

12.8.11

dói

de um agudo fatal, abortivo.

 premaneço acalentando antigas memórias, e de um amor quase materno
retiro de mim teu olhar, tua silhueta, para guardá-la mais adentro
além da memória falha, meu espírito.

dói, e lateja no peito
esse assubio agudo, incessante.

8.8.11

quanta melancolia florbela

Por essa vida fora hás-de adorar
Lindas mulheres, talvez; em ânsia louca,
Em infinito anseio hás de beijar
Estrelas d´ouro fulgindo em muita boca!


Hás de guardar em cofre perfumado
Cabelos d´ouro e risos de mulher,
Muito beijo d´amor apaixonado;
E não te lembrarás de mim sequer…

Hás de tecer uns sonhos delicados…
Hão de por muitos olhos magoados,
Os teus olhos de luz andar imersos!…

Mas nunca encontrarás p´la vida fora,
Amor assim como este amor que chora
Neste beijo d´amor que são meus versos!…




Versos! Versos! Sei lá o que são versos…
Pedaços de sorriso, branca espuma
Gargalhadas de luz. cantos dispersos,
Ou pétalas que caem uma a uma.


Versos!… Sei lá! Um verso é teu olhar,
Um verso é teu sorriso e os de Dante
Eram o seu amor a soluçar
Aos pés da sua estremecida amante!


Meus versos!… Sei eu lá também que são…
Sei lá! Sei lá!… Meu pobre coração
Partido em mil pedaços são talvez…


Versos! Versos! Sei lá o que são versos..
Meus soluços de dor que andam dispersos
Por este grande amor em que não crês!…



florbela