27.6.12

respiração
pulsação
coração

25.6.12

21.6.12


RAS

Sentir-se em estado de necessidade
todo instante
O ser que necessita de alma
A que possui, a que espelha a sua
Em linhas sinuosas, primas
Sentir-se em palpitação
todo instante
Quando é de chegada ou partida
quando é sempre
mesmo que não lembre
Sentir-se sob outra carne
Sentir-se sob outros olhos
Ver, através de mais olhos
o seu mundo-universo
Ter, sob a alma dois corpos
Um só espírito em Amor

14.6.12

sempressa
sempre essa
sempre essa pressa

 sem essa pressa
sempressa
semressa
semessa
Esta que diz, fala
Essa que diz, muda
Essa que diz, seca
Esta que diz, boca
É essa que diz, água
Esta que diz, molha
Aquela que diz folha
Não é a desta
que esta
é, feliz
quando diz eita!

Existe os picos de insiração

No momento Agora, está havendo uma movimentação energética do qual eu Párcitipo ainda em forma anuviada em seu movimento centrífugo. Sim. Não é simples.
É vida! movimento esse que ordena em descontinua os passos e pares dias. Pares vidas que nos cruzam a rua, duplas, triplas, quintetos vidas que caminham pela rua. A grande obra da Grande Mãe. Pai e constelações unidas. Únicas. Esvaídas, correntes, cabeças, pernas, braços, num movimento global de matéria e espírito.
Devo dizer a você que lê que não ousarei decifrar-me em simples palavras o pensamento que envolta-se nesta profunda dissertação.
Há Sentido, Há Virtude!
Apenas BUSQUE!





espaços
multiplos espasmos
pasmos
orgasmos
desprezos.

Enquanto a tarde cai



13.6.12

homenagem a Pavel Kohout


Que te devolvam a alma
Homem do nosso tempo.
Pede isso a Deus
Ou às coisas que acreditas
À terra, às águas, à noite
Desmedida,
Uiva se quiseres,
Ao teu próprio ventre
Se é ele quem comanda
A tua vida, não importa,
Pede à mulher
Àquela que foi noiva
À que se fez amiga,
Abre a tua boca, ulula
Pede à chuva
Ruge
Como se tivesses no peito
Uma enorme ferida
Escancara a tua boca
Regouga: A ALMA. A ALMA DE VOLTA.

11.6.12

9.6.12

Mais que mil palavras...

7.6.12

Abraça o Conteúdo e Não a Forma

Às vezes o homem repudia a mulher, ou a mulher muda de amante, por se ter desiludido. Consequências do comportamento leviano quer de um quer do outro. Porque só é possível amar através da mulher e não a mulher. Através do poema e não o poema. Através da paisagem entrevista do alto das montanhas. E a licenciosidade nasce da angústia de não se conseguir ser. Quando uma pessoa anda com insónias, volta-se e torna-se a voltar na cama, à procura do fresco ombro do leito. Mas basta tocá-lo, para ele se tornar tépido e recusar-se. E ele procura noutro sítio uma fonte durável de frescura. Mas não consegue dar com ela, porque mal lhe toca a provisão esvai-se.
O mesmo se passa com aquele ou com aquela que se fica no vazio dos seres. Não passam de vazios os seres que não são janelas ou frestas para Deus. É por isso que, no amor vulgar, só amas o que te foge. De outra maneira, vês-te saciado e descoroçoado com a tua satisfação.

Antoine de Saint-Exupéry





Tempo de grandes mudanças!


4.6.12

Boca seca

E hoje eu termino de enterrar a imagem angelical, delicadamente construída sob a idéia de amor.
E hoje Eu cuspo, grito, soco esse arco iluminado que veio lhe retendo sob minha vista, meu sub consciente, meus passos poucos pela cidade. Essa sua imagem.
Apago com borracha, onde as marcas me rasgam a sã consciência de uma duvida nunca resolvida, uma palavra jamais saída, da boca fria e fina que me flagela- nesse silêncio febril
Nessa saudade que dura! afinca! mastiga!

Eu digo até breve,
Amor.


Mudança, atitude vital!


3.6.12

Palavras a esmo
introdução
a mim mesmo

Nasceram poemas
miúdos
agúdos

2.6.12

Em canto
o
desencanto