E queria mais uma coisa, além dessa nuvem que passa.
Um céu de casa, um céu rosado daquela janela que tanto me fez.
A vista de um pra sempre. Desanuvios, chuviscos.
Luz detardezinha que se esvai, mas que sempre volta.
Uma luz tão íntima, poesia minha, oração.
Um incenso, uma voz, um cheiro do melhor café do mundo.
Coisas mínimas, minhas, vidas.
Uma batida que no peito canta a saudade.
Quanto amor numa casa já tombada pelo tempo, histórica, monumento.
Quanto amor, na rosada descascada casa, quintal velho, portas velhas.
E minha janela, a mais linda do mundo.