18.12.12


É desprezo, muito desprezo o que tenho para com estas capas visuais que existem e que se dão ao trabalho de chamarem por gente. Desprezo pela insuficiente e escassa tentativa de tornarem-se algo de grande valia ou mesmo de mera valia para com meu olhar humano. Que terror!
Que terror me habita ao pensar que podem ser muitos os que assim existem no globo.. e era por isso que se dava minha fuga das multidões, das presenças vazias.. das ruas.. da vida que vai lá fora e não me toca..
Mas com essas tais, sinto ser bem pior
Sinto um embrulho no estomago, uma cênica arte que tal interpreta, de tamanha forma, de total desgaste
que insiste em tocar onde não se deve, de tentar chegar onde não se chega
Sendo capa, não possui alma
Sendo arte, cênica parte do grande circo humano
és doença, falsa vida,
e eu apenas, desprezo.

14.12.12


Não é preciso o toque
quando os olhos
ja se conhecem
mesmo que em segundo
uma primeira vez
ou mais
Não é preciso 

13.12.12

30.11.12



Tua caminhada ainda não terminou....
A realidade te acolhe
dizendo que pela frente
o horizonte da vida necessita
de tuas palavras
e do teu silêncio.

Se amanhã sentires saudades,
lembra-te da fantasia e
sonha com tua próxima vitória.
Vitória que todas as armas do mundo
jamais conseguirão obter,
porque é uma vitória que surge da paz
e não do ressentimento.

É certo que irás encontrar situações
tempestuosas novamente,
mas haverá de ver sempre
o lado bom da chuva que cai
e não a faceta do raio que destrói.

Tu és jovem.
Atender a quem te chama é belo,
lutar por quem te rejeita
é quase chegar a perfeição.
A juventude precisa de sonhos
e se nutrir de lembranças,
assim como o leito dos rios
precisa da água que rola
e o coração necessita de afeto.

Não faças do amanhã
o sinônimo de nunca,
nem o ontem te seja o mesmo
que nunca mais.
Teus passos ficaram.
Olhes para trás...
mas vá em frente
pois há muitos que precisam
que chegues para poderem seguir-te.

                      Chaplin

27.11.12


26.11.12

À desesperada morte


A doce e desvirtuosa moça que se aproxima à minha solidão é deselegante deveras,
 falante deveras, não  percebe sua incoveniência, sua chata persistência,
de me fazer companhia
de me gelar a alma, enegrecer o dia
e me deixar sob seus efeitos
tirar me a calma e a alegria...

Não tenho preça guria!
Hoje não, quem sabe um dia..
mas hoje, Não.



É um imenso lago  o lugar que me escondo
É num silêncio  a música da qual mergulho
É uma dança, a vida o meu dançar
É um adeus contínuo, uma fome aguda
É um choro soluçado, um suspiro de alívio
Tantos esconderijos e nenhum lar
Um infinito lugar, o nosso mundo
único
particular

Não se pode desaparecer sem voltar
Não se pode dançar sozinho, desviar
O coração pra o que é realmente vivo
O que brilha os olhos, o que toca
Senão a vida, o sonho, o sorriso
se embassam na fuligem dos dias
nas mentiras dos dias

Tantas cores vejo
da minha janela, o crepuscular
meu coração, meu lugar
nunca esquecer de voltar
ao agora, que penetra
e me chama à esse árduo caminhar
grande escola do amar-vida.