24.8.11

...e guardarei

23.8.11

-Olhos de Portinari...
- Ordinários?
-Melancólicos...

hei de encontrar uma forma à explanar como vejo, o que me vês.

por favor senhor

meu coração, encharcado
tem sob os olhos, nova perspectiva
cante mais alto!
quem sabe, ele não o ouvirá
seja apenas, paciente, pois
há chagas...

nada que não se cure em mesma dose
outra essência
nova
ânsia
de verdade

como lhe disse:
'...requer certa habilidade...'
saberá como proceder

estou aqui
como você
senhor arlequino...

:3

hei de me lembrar do frio, roçando a espinha, tomando conta

você
numa ânsia em fugir
que dita-nos um futuro, desejado
juntos, quem sabe?

agradeço-lhe o calor
o cuidado

olhos Portinarianos 
mal vistos
mal compreendidos

sem tua presença, como seria?
à lamentar-me um renascimento, um final?
à consolar-me em memórias vagas, vãs?
à relembrar-me fantasmas e vozes?
deixemo-nos no passado
o teu, o meu
temos o presente

(riso longo, que toma o peito, em silêncio
silêncio)


o silêncio

e me olha, quente
pequeno arlequim, que me toca 
o vejo, nu
quente
e me tens toda
perto

onde não havia
vida
há tempos



22.8.11

ei

olhe pra cima
ria para o ar
você já nasceu chorando
pra que continuar?

alice guerra

is true?


Nada consigo fazer
Quando a saudade aperta
Foge-me a inspiração
Sinto a alma deserta
Um vazio se faz em meu peito
E de fato eu sinto
Em meu peito um vazio
Me faltando as tuas carícias
As noites são longas
E eu sinto mais frio.
Procuro afogar no álcool
A tua lembrança
Mas noto que é ridícula
A minha vingança
Vou seguir os conselhos
De amigos
E garanto que não beberei
Nunca mais
E com o tempo
Essa imensa saudade que sinto
Se esvai


peito vazio - Cartola (: 

(tão bonito a dor 
vista de fora
cantada aos assobios
em risos)


21.8.11

BASTA.

late for that we call of love

20.8.11

o nós engoliu-me

e vomita-me para fora do mundo
maldito mundo!
não lhe pertenço, nunca o pertenci
acreditava estar no nosso nós, enquanto via
a sua silhueta sob meus olhos fechados.
Do que sei agora? o que sabia?
um sem rosto, como disseste
qual importância de ver e estar, determinados tempos de sintonia
o nós afogou-me
e tem me feito escrava, iludida
podre sentido que guiava o salto
a queda não é bruta

Poderia eu saber dos malefícios?
tão humana como tu
por qual caminho queres seguir com tua verdade?
diga-me

tenho andado, serenamente com teu nome nos olhos
e a boca seca, infértil.
A que se dirige um sentimento não mais desejado? onde o deposito?
Tantos a lamentar tamanho descuido, tantos o suplicam
tenho-o no peito, tatuado em pele e seda, o teu nome
O que queres mais que minha voz proclame? senão que o amo, e desejo e espero e amo e desejo...

como um mantra diabólico, vislumbro em sonho as tuas asas
Tenho em mim,
o seu sorriso mais lindo, ímpar

quero exilar-lhe, sentimento desordenado
que me flagela, amargura
e subtrai  sob sua existência, a minha

.