13.11.12

outubro


Porque acabou queres fluente
A água que por mim corria
Covardia
desejar vosso desconhecido
Mas se a mim era palpável, real, latente
Tudo antes água corrente, oceano
Por que não querer
de ti o que em mim havia?

Porque me esqueci vem sempre a mente
Lembranças, sonhos, desejos
Pretérito imperfeito
Aquele desejo do Um
Aquelas palavras que nunca disse
Aquele tudo que não fostes
Porque vais pelo mundo e volta sempre ao meu peito
Sabe que o amor não é um direito, é dádiva
Recompensa de igual entrega
Amor não é temporada
Amor é canção em todo ano

Coisas pequenas, grandes circos, poucas palavras
E dor
Passou como passa
As chuvas de verão
Deixando  crescer as  flores
Que desabrocham
Sempre na outra estação.