adeus...
vomito o teu tempo, teu sabor e tua essência que apodrece.
teu querer já é homogéneo e não o tê-lo é um prazer
meu mágico vislumbre de vida não caberia em teus quadrados pés
nem se fosse da pureza a tua substância
estaria à desejar a maldade e a dor
e toda a inconstância e temor
sei que de amor não faltou-lhe a loucura, e a cegueira lhe fez cair
sei que a doação total, foi presente
mas,esquecer-se tu mesmo
e deixar-me à dádiva
foi a falha, a ferida
tua dor, muda cega e cálida
seja.assim
as asas repousam
e te observam ao longe
sabendo que do divino
pode provar
o ardor