27.2.12
Na partida, a partilha
O caos que me habitava.
Pensei que tivesse passado.Conseguia sentir essa distancia cada dia mais próxima, e isso me aliviava progressivamente, sabendo das dificuldades que surgiam dia a dia, num renascer de esperanças e desejos.
O que pude ter eu feito que não percebi a tempestade a se aproximar?
Pensei que tivesse passado.Conseguia sentir essa distancia cada dia mais próxima, e isso me aliviava progressivamente, sabendo das dificuldades que surgiam dia a dia, num renascer de esperanças e desejos.
O que pude ter eu feito que não percebi a tempestade a se aproximar?
Humanamente demasiada. Justifica tivas carnais para tais atitudes? sim, isso sempre existirá, mas e o agora? esse amor que trocado em miúdos se tornou vida, vivo, pulsante, há de existir no amanhã?
Tanta loucura em segundo, capaz de destruir aos duros pesos das palavras, a sensível seda do olhar. Desnuda, envergonhada, lixo do lixo sinto tais visões, que partem de ti sem ao menos saber que nascem. Frutos de uma mente que se persegue, se vigia e insulta a si mesma com o medo que renasce. Segundo a segundo, um turbilhão de incertezas.
Água desce pelo rio que jorra em tua partida.
Um barco a navegar no desorientado horizonte.
Nasce sob os cílios pesados, e na curva acena um adeus doloroso e discreto.
26.2.12
25.2.12
Não consigo dormir. A cabeça que sente, o corpo pensa na saudade
Mas tudo é tão bom! não me flagro mais triste
sapos no peito sempre nos visitarão por toda vida
Amanhã, como todos os outros que virão, será um dia de sol dentro de mim
mesmo que o cinza lá fora não veja
mesmo que o meu amor que chora, não sinta
Permanecerá aceso a vontade
que reina maior que qualquer dor. A felicidade...
23.2.12
E quando tudo pesa. O tempo, a distância, a saudade, a insegurança, o medo, a solidão, e o céu te presenteia com chuva num agrado insistente, o que te resta é a música que toca dentro de você. Não fosse o espírito, o corpo não suportaria, a mente não esqueceria, e as dores estariam a latejar.
Mas tenho sorte, um baú de lembranças, um amor, e um ponto do qual não retiro a vista, nunca.
Talvez eu o chame de horizonte, mas aqui, não se pode ver...
20.2.12
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