Quais cores?
Qual bandeira flameja por detrás dos sonhos? Senão do desabor dos dias e das dissertações, exposições espessas, ásperas e sem forma.
dESCONJURAçãO.o vento passa e nivela tamanha ambivalência
Mundoimundo, perdido e epiléptico sobre nós
Fel dos pensares, sentires e do estranhamento do ser.
A escrita, puta e cega, utensílio barato, estéril à meus quereres...
Desanuviar me-ei, em redoma de vidro de existência
ecoar me-ei sob os sóis no mundo que se desvencilha ante minha janela...
Tua insípida forma de dizer-me ainda arde e desconfigura-me, ainda.
Tenho andado só.
E como um passaro, em busca dos galhos para o ninho que almejo construir, sem você.

