14.6.12

Esta que diz, fala
Essa que diz, muda
Essa que diz, seca
Esta que diz, boca
É essa que diz, água
Esta que diz, molha
Aquela que diz folha
Não é a desta
que esta
é, feliz
quando diz eita!

Existe os picos de insiração

No momento Agora, está havendo uma movimentação energética do qual eu Párcitipo ainda em forma anuviada em seu movimento centrífugo. Sim. Não é simples.
É vida! movimento esse que ordena em descontinua os passos e pares dias. Pares vidas que nos cruzam a rua, duplas, triplas, quintetos vidas que caminham pela rua. A grande obra da Grande Mãe. Pai e constelações unidas. Únicas. Esvaídas, correntes, cabeças, pernas, braços, num movimento global de matéria e espírito.
Devo dizer a você que lê que não ousarei decifrar-me em simples palavras o pensamento que envolta-se nesta profunda dissertação.
Há Sentido, Há Virtude!
Apenas BUSQUE!





espaços
multiplos espasmos
pasmos
orgasmos
desprezos.

Enquanto a tarde cai



13.6.12

homenagem a Pavel Kohout


Que te devolvam a alma
Homem do nosso tempo.
Pede isso a Deus
Ou às coisas que acreditas
À terra, às águas, à noite
Desmedida,
Uiva se quiseres,
Ao teu próprio ventre
Se é ele quem comanda
A tua vida, não importa,
Pede à mulher
Àquela que foi noiva
À que se fez amiga,
Abre a tua boca, ulula
Pede à chuva
Ruge
Como se tivesses no peito
Uma enorme ferida
Escancara a tua boca
Regouga: A ALMA. A ALMA DE VOLTA.

11.6.12

9.6.12

Mais que mil palavras...

7.6.12

Abraça o Conteúdo e Não a Forma

Às vezes o homem repudia a mulher, ou a mulher muda de amante, por se ter desiludido. Consequências do comportamento leviano quer de um quer do outro. Porque só é possível amar através da mulher e não a mulher. Através do poema e não o poema. Através da paisagem entrevista do alto das montanhas. E a licenciosidade nasce da angústia de não se conseguir ser. Quando uma pessoa anda com insónias, volta-se e torna-se a voltar na cama, à procura do fresco ombro do leito. Mas basta tocá-lo, para ele se tornar tépido e recusar-se. E ele procura noutro sítio uma fonte durável de frescura. Mas não consegue dar com ela, porque mal lhe toca a provisão esvai-se.
O mesmo se passa com aquele ou com aquela que se fica no vazio dos seres. Não passam de vazios os seres que não são janelas ou frestas para Deus. É por isso que, no amor vulgar, só amas o que te foge. De outra maneira, vês-te saciado e descoroçoado com a tua satisfação.

Antoine de Saint-Exupéry