na outra linha, parágrafo, travessão:
- Eu o amo.
(Foi o que pensou em dizer. Mas não foi preciso a audácia, tuas palavras ja lhe corriam pelos olhos, abertos.)
27.1.12
III
16 de janeiro de 2012
Acordada ainda. Permaneço com os olhos fechados. A TV muda canta um rock distante e o som vazio que nada diz me canta triste. Tentarei dormir nos próximos minutos, tentarei. Ouvindo os outros acordarem, despreguiçando o corpo, contorcendo os dedos nos olhos para um novo dia de nada novo. Novo dia pro velho tempo que percorre o rosto novo. Preciso rever meus sentidos. Preciso de banhos longos de animo e reconstituição. Preciso de algo que julguei ser amor. Preciso do que no meu vazio viverá. Quero apenas as vontades sinceras, estas que movem montanhas e derrubam dores. Quero um amor. Quero uma amanhã com duas manhãs radiosas.
II
16 de janeiro de 2012
Preciso de vontades verdadeiras
Desejos surreais e incontroláveis
Que corrompam minha racionalidade infantil
Preciso de motivos, desafios
Preciso de amor
(...)
Preciso dormir
A mente já falha não se apodera da exatidão dos sentidos, palavra seca e oca, abrupta pobre palavra, órfã palavra, infrutífera, infértil... palavra que o coração não sente, insensível sob palavras errôneas e desconexas... palavras
Repulsa
(...)
Quero sossego
Quero paz
Paz
Paz
Preciso dormir
Em paz
retrocessos sentimentais, demonstrações atemporais.. I
7 de janeiro de 2012
Uma desalinha de forma coresTateações abstratas que o tato digereA palavra cuspida no poço da inquietaçãoFrases bonitas de construções desconexasIncoerência concisa beleza obliqua em Iris sutilVermelhos saltos em oxigênio plangenteFlutuantesFlutuantesDesejo e memóriaUm beijo de adeus?
2.1.12
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