26.11.11

*





24.11.11

e passa.
anseio por uma clara ideia, que se fixe, como um golpe, restituindo desesperanças e contornando o caminho cinza de meus ânimos tão desolados.
espero, que surja
desespero emergente, que me teça em novas e calorosas buscas, de um amanhã.
Por enquanto
O coração não sabe

que se forme sob meus olhos, e no peito essa fragmentação
sentimento disforme
que se molda, no hoje
uma doce e possível primavera
Uma forma cómoda de travar conhecimento com uma cidade é procurar saber como se
trabalha, como se ama e como se morre. Na nossa pequena cidade, talvez por efeito do
clima, tudo se faz ao mesmo tempo, com o mesmo ar frenético e distante. Quer dizer que as
pessoas se entediam e se dedicam a criar hábitos. Nossos concidadãos trabalham muito,
mas apenas para enriquecer. Interessam-se principalmente pelo comércio e ocupam-se, em
primeiro lugar, conforme sua própria expressão, em fazer negócios. Naturalmente,
apreciam prazeres simples, gostam das mulheres, de cinema e de banhos de mar. Muito
sensatamente, porém, reservam os prazeres para os domingos e os sábados à noite,
procurando, nos outros dias da semana, ganhar muito dinheiro. À tarde, quando saem dos
escritórios, reúnem-se a
uma hora fixa nos cafés, passeiam na mesma avenida ou instalam-se nas suas varandas. Os
desejos dos mais velhos não vão além das associações de boulomanes’, os banquetes das
amicales2 e os ambientes em que se aposta alto no jogo de cartas.
Dirão sem dúvida que nada disso é característico de nossa cidade e que, em suma, todos os
nossos contemporâneos são assim. Sem dúvida, nada há de mais natural, hoje em dia, do
que ver as pessoas trabalharem de manhã à noite e optarem, em seguida, por perder nas
cartas, no café e em tagarelices o tempo que lhes resta para viver. Mas há cidades e países
em que as pessoas, de vez em quando, suspeitam que exista mais alguma coisa. Isso, em
geral, não lhes modifica a vida. Simplesmente, houve a suspeita, o que já significa algo.


a peste-camus

E gostar mais que gostar
Já é muito
E mesmo pouco
Em tamanho ardor
Causa-me um frio

A suavidade da qual me embebe
Fascina o espírito
Leve
o medo
e a descoberta do erro

21.11.11

Pergunte ao pó


cresce a vida
cresce o tempo
cresce tudo
e vira sempre
esse momento
cresce o ponto
bem no meio
do amor seu centro
assim como
o que a gente sente
e não diz
cresce dentro


leminski

19.11.11

14.11.11

*-*

7.11.11

ottoottoottootto

Belezas são coisas acesas por dentro
Tristezas são belezas apagadas pelo sofrimento