20.8.11

Acrilic on canvas

É saudade, então
E mais uma vez
De você fiz o desenho mais perfeito que se fez
Os traços copiei do que não aconteceu
As cores que escolhi entre as tintas que inventei
Misturei com a promessa que nós dois nunca fizemos
De um dia sermos três
Trabalhei você em luz e sombra
E era sempre, Não foi por mal
Eu juro que nunca quis deixar você tão triste
Sempre as mesmas desculpas
E desculpas nem sempre são sinceras
Quase nunca são
Preparei a minha tela
Com pedaços de lençóis que não chegamos a sujar
A armação fiz com madeira
Da janela do seu quarto
Do portão da sua casa
Fiz paleta e cavalete
E com lágrimas que não brincaram com você
Destilei óleo de linhaça
Da sua cama arranquei pedaços
Que talhei em estiletes de tamanhos diferentes
E fiz, então, pincéis com seus cabelos
Fiz carvão do baton que roubei de você
E com ele marquei dois pontos de fuga
E rabisquei meu horizonte
E era sempre, Não foi por mal
Eu juro que não foi por mal
Eu não queria machucar você
Prometo que isso nunca vai acontecer mais uma vez
E era sempre, sempre o mesmo novamente
A mesma traição
Às vezes é difícil esquecer:
"Sinto muito, ela não mora mais aqui"
Mas então, por que eu finjo
Que acredito no que invento?
Nada disso aconteceu assim
Não foi desse jeito
Ninguém sofreu
É só você que me provoca essa saudade vazia
Tentando pintar essas flores com o nome
De "amor-perfeito"
E "não-te-esqueças-de-mim"


legião.


Assim, o principezinho, apesar da sinceridade do seu amor, logo começara a duvidar dela. Levara a sério palavras sem importância, e isto o fez sentir-se muito infeliz.
“Não devia tê-la escutado”, confessou-me um dia, “não se deve nunca escutar as flores. Basta admirá-las, sentir seu aroma. A minha perfumava todo o meu planeta, mas eu não sabia como desfrutá-la. Aquela história das garras, que tanto me irritara, devia ter-me enternecido...”
Confessou-me ainda:
“não soube compreender coisa alguma! Deveria tê-la julgado por seus atos, não pelas palavras. Ela exalava perfume e me alegrava... Não podia jamais tê-la abandonado. Devia ter percebido sua ternura por trás daquelas tolas mentiras. As flores são tão contraditórias! Mas eu era jovem demais para saber amá-la”


O pequeno príncipe

19.8.11

'Onde mora o teu sorriso
Durmo eu no assoalho'


lemoskine

17.8.11

...

Whenever you see me you say that you want me back
And I tell you it don't mean jack, no it don't mean jack
I couldn't stop laughing, no I just couldn´t help myself
See you messed up my mental health I was quite unwell

...
 
i go ahead and smile

my talking bird...


though you know so few words.
you're on infinite repeat.
like your brain can't keep up with your beak.

your kept in an open cage so your free to leave or stay.
sometimes you get confused.
there's a hint that I'm trying to give you.

the longer you think the less you know what to do.

it's hard to see your way out when you live in a house in a house.
you don't realize that the windows were open the whole time.

oh, my talking bird.
though your feathers are tattered and furled.
i'll love you all your days
'till your breathe leaves your delicate frame.

it's all here for you as long as you choose to stay...
it's all here for you as long as you don't fly away.


now, always and forever ;)

13.8.11

moments

Come on love
Let's forget about all the things that we've done wrong
Just remember all of the things that we've done right
I'm in no mood to argue and I'm in no mood to fight
So let the tears pass you by
Don't you cry, don't you cry, don't you cry
And I ain't gonna let this big world get me down
I gotta learn to keep a hold of my head and keep my feet on the ground
Moments of ecstatic happiness
And the moments of stress that we had better forget
But love, I gotta feeling that I've said it all before
I said it before
I say I'll never do you wrong but then I go and do the same again
I don't know why, don't know why
Don't know why, don't know why, don't know why
We gotta learn to share these moments in our lives
And never let it get us down, we gotta put up a fight
Moments to remember all our lives
From the first brief hello to the last good-bye

the kinks

12.8.11

dói

de um agudo fatal, abortivo.

 premaneço acalentando antigas memórias, e de um amor quase materno
retiro de mim teu olhar, tua silhueta, para guardá-la mais adentro
além da memória falha, meu espírito.

dói, e lateja no peito
esse assubio agudo, incessante.